domingo, 1 de fevereiro de 2015

Bluebird by Charles Bukowski

Bluebird by Charles Bukowski


There’s a bluebird in my heart that wants to get out
But I’m too tough for him,
I say, stay in there, I’m not going to let anybody see
you.

There’s a bluebird in my heart that  wants to get out
but I pour whiskey on him and inhale cigarette smoke
and the whores and the bartenders and the grocery clerks
never know that he’s in there.

There’s a bluebird in my heart that wants to get out
but I’m too tough for him,
 I say, stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?

There’s a bluebird in my heart that
wants to get out
but I’m too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody’s asleep.
I say, I know that you’re there, so don’t be sad.
Then I put him back, but he’s singing a little in there, I haven’t quite let him
die
and we sleep together like that with our secret pact
and it’s nice enough to
make a man
weep, but I don’t weep, do you?

Somos muitos mas estamos todos sozinhos

Não estou habituado. Não estou habituado à atenção, ao carinho, ao amor. Sou solitario por natureza, não é defeito, é feitio. Não estou acostumado a ter alguem preocupado comigo, vivi demasiado tempo a levar pancada de tudo e de todos, criei barreiras fortes que limitam afinidades e amizades. Tento habituar-me porque sei que mereces, mereces que eu aceite tudo aquilo que tens para me dar.

Vagueei sozinho durante muito tempo, aprendi a lutar contra as adversidades sozinho... É estranho ter alguem do meu lado a apoiar-me. O mundo está assim... O que devia ser o usual torna-se estranho. Somos muitos mas estamos todos sozinhos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014



"Deixo o mundo à minha espera, sou o sol que ainda há-de vir e que sem querer brilha lá fora"

Caos

Enfrentar medos e desilusoes fazia parte do quotidiano, coisa natural, vista com uma frieza sobre-humana. Nada mais importava, nem os gestos nem as palavras. Aquela espiral descendente sugava toda e qualquer restia de esperança. Sentia-me um forte com muitas fraquezas, um confiante cheio de inseguranças.


Os vícios e os maus hábitos eram o escape necessário, todos aqueles malabarismos egocêntricos que me faziam sentir melhor. Não soube decifrar os sinais, preferi ignorar a existência de um caminho melhor. A loucura possuia-me. Soltava o génio, aquele que se escondia depois da maldade, aquele que segurava em si toda a malícia do mundo. Espalhava o caos à sua passagem, o caos era o combustível e objetivo final.

Existência

Não posso manter cativas as minhas vivências. Seria egoísta da minha parte tentar excluir do mundo exterior todas as experiências que me tornaram no que sou. São criadoras mas também são consequências diretas da sua própria existência.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Risco

   Vivo do acaso e para o acaso. Venero o abstracto, o imprevisivel. Sem planos, sem uma linha condutora... Apenas uma vontade inesgotável de viver intensamente todos os segundos que me restam. Aquele momento de liberdade provocado por um instinto preenche um vazio que por demasiadas vezes ignorei.
   Não sei para onde vou nem por onde vou, o importante é ir. Não ficar parado, não esperar que a vida aconteça à minha frente. O risco está presente, é certo. Apresenta-se a mim, cru e duro, sem medo de afectar. Faz parte do equilíbrio universal, o bom e o mau, o yin e o yang. Já sei lidar com ele, já tenho as minhas armas. Um dia serei eu contra o risco, a batalha final, a ultima paragem. Até lá, keep your friends close, keep your enemies closer.

domingo, 7 de abril de 2013

All Alone I Fall To Pieces

Na noite há uma transformação a nível profundo do estado de existência de cada um.

Todas aquelas carcaças humanas que se dignam a trabalhar ou estudar durante a semana, saem para a noite na esperança de encontrar um refugio para a sua vida normal e miserável. Disfarçam-se daquilo que não são, usam uma mascara que esconde uma personalidade negra como a noite que os acompanha. No final, não são mais que simples fantoches duma sociedade de aparências e ilusões.

As lágrimas que por vezes caem no final são apenas a ligação à realidade, quando cada um volta a ser tudo o aquilo que era antes do anoitecer. Não há nada que provoque mais dor do que a realidade.