quinta-feira, 11 de dezembro de 2014



"Deixo o mundo à minha espera, sou o sol que ainda há-de vir e que sem querer brilha lá fora"

Caos

Enfrentar medos e desilusoes fazia parte do quotidiano, coisa natural, vista com uma frieza sobre-humana. Nada mais importava, nem os gestos nem as palavras. Aquela espiral descendente sugava toda e qualquer restia de esperança. Sentia-me um forte com muitas fraquezas, um confiante cheio de inseguranças.


Os vícios e os maus hábitos eram o escape necessário, todos aqueles malabarismos egocêntricos que me faziam sentir melhor. Não soube decifrar os sinais, preferi ignorar a existência de um caminho melhor. A loucura possuia-me. Soltava o génio, aquele que se escondia depois da maldade, aquele que segurava em si toda a malícia do mundo. Espalhava o caos à sua passagem, o caos era o combustível e objetivo final.

Existência

Não posso manter cativas as minhas vivências. Seria egoísta da minha parte tentar excluir do mundo exterior todas as experiências que me tornaram no que sou. São criadoras mas também são consequências diretas da sua própria existência.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Risco

   Vivo do acaso e para o acaso. Venero o abstracto, o imprevisivel. Sem planos, sem uma linha condutora... Apenas uma vontade inesgotável de viver intensamente todos os segundos que me restam. Aquele momento de liberdade provocado por um instinto preenche um vazio que por demasiadas vezes ignorei.
   Não sei para onde vou nem por onde vou, o importante é ir. Não ficar parado, não esperar que a vida aconteça à minha frente. O risco está presente, é certo. Apresenta-se a mim, cru e duro, sem medo de afectar. Faz parte do equilíbrio universal, o bom e o mau, o yin e o yang. Já sei lidar com ele, já tenho as minhas armas. Um dia serei eu contra o risco, a batalha final, a ultima paragem. Até lá, keep your friends close, keep your enemies closer.